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▼ Postagens (65)05
JanDocumentário produzido na Cracolandia, recolhemos depoimentos por aproximadamente 6 meses no ano de 2007 apenas com usuarios ativos da região conhecida em Sao Paulo por Cracolandia. Pessoas vivendo a margem dos valores sociais como certo e errado, aonde julgamentos nao se fazem necessário, o sofrimento humano fala por si mesmo . Nao ha uma descrição exata daquilo que nos capturamos. Acredito que o video fale por si mesmo.
Premiado no estival Art.Deco 2011
Exibido em Festivais Nacionais e Internacionais.
K2Everest Produções Ltda.
Produção e Direção: Coe Moraes
Edição, Sonoplastia, Animação, Cor e CoProdução: Andre Garbin
Direção de Fotografia e Co - Produção : Paulo Guedes
Apoio: Antel.
05
JanO crack tornou-se uma epidemia reconhecida pelo Ministério da Saúde. A Presidente Dilma disponibilizou 4 bilhões de reais para programas de combate ao crack.
Este livro é uma compilação das melhores reportagens e estudos publicados na imprensa brasileira entre 2010 e 2011.
Um livro importante para quem quiser ter uma visão profunda em poucas linhas com um retrato fiel da realidade brasileira no que diz respeito ao crack no Brasil e sua expansão.

05
JanConselheiro Terapêutico Especializado em Tratamento e Recuperação da Dependência Química, ativista antidrogas, realiza palestras, cursos, seminários e forma multiplicadores em prevenção às drogas Orientação para Tratamento e Ressocialização de Dependentes Químicos
13
NovCarlos Neher é agora um dos especialistas da INTELUS.
PAra ser atendido através de chat on line pelo site da Intelus acesse:
http://www.intelus.com.br/Carlos-Neher/_828
02
NovEstou envergonhado de meu país e de suas autoridades. Hoje, em pleno dia de finados, centenas de pessoas foram flagradas pelo helicópetero da Globo usando crack em apenas uma rua...CENTENAS DE PESSOAS MINHA GENTE! Isso é vergonhoso e intolerável...não podemos mais ficarmos de braços cruzados! Isto vai se expandir de tal forma que teremos zumbis de verdade circulando por nossas ruas em todas as cidades do Brasil muito em breve...São Paulo é apenas o início, uma amostra do que virá!
01
OutComentário sobre pronunciamento da Presidenta Dilma seminário sobre crack e outras drogas.
Fiquei muito feliz com o engajamento de vossa excelência, precisamos muito disso, mas também precisamos abrir mais a nossa mente!
Estamos na idade da pedra no que diz respeito a prática da prevenção às drogas!
Trabalho na área antidrogas há 15 anos. Para mim é meu tratamento de prevenção da recaída. Sou espírita... Passei por 28 internações principalmente em clínicas psiquiátricas tendo em vista sempre alcançar a psicose cocaínica quando uso(alucinações, paranóias, etc.). Devido a minha dependência química tive duas overdoses com paradas cardiorespiratórias, uma tentativa de suicídio cortando os pulsos...
Hoje estou com 45 anos. Comecei a trabalhar na área antidrogas utilizando a abordagem técnico-científica tão difundida naquela época. Nas minhas palestras falava das drogas e suas consequências me utilizando de uma linguagem técnica. Com o passar do tempo fui ficando chateado e perdendo o foco porque não me sentia útil como deseja me sentir nem notava retorno nas minhas atividades junto aos públicos-alvos. Tive uma idéia e resolvi mudar minhas palestras, mudei minhas abordagens, como sou músico comecei a usar música ao vivo. Me utilizei de técnicas de teatro, passei a estudar outras abordagens e também outras políticas públicas de outros países. Estudando as da Espanha descobri o que para mim foi o alavancamento de minhas idéias e o que me aprofundou mais ainda em desenvolver abordagens diferenciadas. O Ministério de Educação da Espanha naquela época havia adotado o lema para a prática da prevenção: Sensibilizar vem antes do educar!
Então comecei a trabalhar abordagens voltadas a sensibilização do meus diversos públicos alvos. Como era e sempre fui muito criticado por ser entre aspas, um ex-usuário de drogas, trabalhar a sensibilização foi meu grande achado!
Passei a deixar o educar para os educadores e para mim ficou a tarefa de apenas sensibilizar.
Hoje faço shows-palestras antidrogas para diversas faixas etárias e diferentes públicos-alvos com abordagens apropriadas para cada um.
Estou escrevendo esta por desejar passar a senhora Presidente Dilma esta idéia!
Todos falam que ex-usuários de drogas não devem ter espaço para palestrar o que entendo ser um erro incrível por parte das políticas públicas visto que temos exatamente o que os projetos de educação voltados para a prevenção nescessitam: a capacidade de sensibilizar as pessoas.
É impossível desejar passar conhecimentos sobre drogas para quem não está sensibilizado para receber este conhecimento. É antes da aplicação dos projetos educativos em prevenção que nós dependentes químicos em abstinência devemos entrar!
Para tanto precisamos trabalhar os dependentes químicos que gostam de fazer palestras para a prática da sensibilização dos diversos públicos-alvos respeitando suas diferenças e maneiras de compreender para que possamos dominar a linguagem das abordagens voltadas a atingir esses públicos.
Imagine a situação: 300 crianças de 8 a 10 anos escutando um dependente químico em tratamento explicar tudo que ele perdeu na vida e como é difícil manter-se em tratamento para evitar a recaída e os problemas que ainda tem devido as sequelas e devido a ter que manter uma eterna vigilância sobre sí mesmo para não recair. Imaginem. Resultado?
Sempre ao final dos eventos as crianças vem me abraçar, apertar minha mão e afirmam com convicção, as vezes com lágrimas nos olhos e dizem: - Tio, rezarei pelo senhor para que Deus não deixe mais você recair...(daqui em diante é que entra a prevenção às drogas com informações como os técnicos gostam de fazer!)....
Alguns dirão: As crianças não tem compreensão, não podem ser abordadas dessa maneira!
É devido a este tipo de atitude mental das pessoas que nossas crianças estão usando drogas!
Enfim, espero ter chegado ao coração e ao espírito da senhora Presidenta e ter-me feito compreender.
Carlos Neher
Fone: (11) 8515-8756
www.carlosneherativistaantidrogas.xpg.com.br
www.espiritosantidrogas.xpg.com.br
07
Set<strong class="cMjTitulo">Prevenção
A efetiva prevenção é fruto do comprometimento, da cooperação e da parceria entre os diferentes segmentos da sociedade brasileira e dos órgãos governamentais, federal, estadual e municipal, fundamentada na filosofia da “Responsabilidade Compartilhada”, com a construção de redes sociais que visem a melhoria das condições de vida e promoção geral da saúde.
A execução desta política, no campo da prevenção deve ser descentralizada nos municípios, com o apoio dos Conselhos Estaduais de políticas públicas sobre drogas e da sociedade civil organizada, adequada às peculiaridades locais e priorizando as comunidades mais vulneráveis, identificadas por um diagnóstico. Para tanto, os municípios devem ser incentivados a instituir, fortalecer e divulgar o seu Conselho Municipal sobre Drogas.
As ações preventivas devem ser pautadas em princípios éticos e pluralidade cultural, orientando-se para a promoção de valores voltados à saúde física e mental, individual e coletiva, ao bem-estar, à integração socioeconômica e a valorização das relações familiares, considerando seus diferentes modelos.
As ações preventivas devem ser planejadas e direcionadas ao desenvolvimento humano, o incentivo à educação para a vida saudável, acesso aos bens culturais, incluindo a prática de esportes, cultura, lazer, a socialização do conhecimento sobre drogas, com embasamento científico, o fomento do protagonismo juvenil, da participação da família, da escola e da sociedade na multiplicação dessas ações.
As mensagens utilizadas em campanhas e programas educacionais e preventivos devem ser claras, atualizadas e fundamentadas cientificamente, considerando as especificidades do público-alvo, as diversidades culturais, a vulnerabilidade, respeitando as diferenças de gênero, raça e etnia.
Diretrizes
07
SetNo início dos anos 1980, quando os primeiros casos de HIV foram registrados no País, a comunidade médica e as estruturas de saúde desconheciam a forma mais eficaz de tratar os pacientes, cujo número crescia em progressão geométrica. O dedo foi posto na ferida. Assim, apesar de todos os avanços ainda necessários, demos passos para começar a enfrentar essa epidemia mundial.
Hoje é mais do que evidente que o abuso e a dependência de drogas no Brasil – em especial do álcool e do crack – se transformaram numa nova chaga social. As vítimas acumulam-se, com graves repercussões na ocupação do espaço urbano, na exclusão econômica e social, na rede de saúde e na vida das famílias. Dados de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo evidenciaram a complexidade que é tratar esses pacientes. Durante 12 anos acompanharam 107 dependentes do crack. Após esse período, 32,8% estavam abstinentes, 20,6% haviam morrido (a maioria, pela violência), 10% encontravam-se presos, 16,8% continuavam usando crack e cerca de 20% estavam desaparecidos, num destino incerto para quem esbarra em algum momento da vida com essa realidade.
A dependência, inclusive do crack, reúne situações sociais muito diversas: desde recursos para suportar a exclusão até estratégias para se sentir incluído. Nas estatísticas estão crianças na rua que se iniciaram nas drogas para suportar a fome e o frio, os trabalhadores rurais que acreditam que a pedra lhes pode fazer suportar toneladas a mais de cana-de-açúcar, profissionais liberais pressionados pelo desempenho no trabalho e jovens que querem alcançar, cada vez mais rapidamente, a inserção na turma. Para todos é crucial construir novos projetos e redescobrir sentido para a vida.
As raízes do problema são externas ao campo da saúde pública, mas sabemos que a rede de ambulatórios, de hospitais e de profissionais pode interferir no curso da dependência. Estamos convencidos de que uma abordagem bem-sucedida está relacionada a uma reestruturação do Sistema Único de Saúde (SUS) que possibilite aos Estados, aos municípios, à sociedade civil atuar em conjunto com o Ministério da Saúde, de forma articulada, no enfrentamento do crack e de outras drogas. O SUS, pela sua capilaridade e pelo seu compromisso com a defesa da vida, deve estar mais presente junto aos indivíduos, grupos e no ambiente social onde se inicia ou se perpetua a dependência de drogas.
Para uma ação eficaz é preciso distinguir o que precisa ser distinto: por um lado, reprimir e criminalizar, de forma vigorosa, o tráfico de drogas e o contrabando; por outro, acolher de forma humanizada e possibilitar o acesso dos usuários às diversas terapias, salvando vidas e evitando mortes precoces. Uma resposta da área de saúde poderá prevenir sofrimento pessoal, conflitos familiares, violência e acidentes urbanos.
Somente com a estruturação de uma rede de serviços que ofereça abordagens diferentes para diferentes indivíduos é que será possível aumentar as chances dos dependentes de reconquistarem sua vida e de a sociedade ganhar de volta seus cidadãos. Para ter sucesso o tratamento deve considerar e se adequar a necessidades distintas. Qualquer proposta que se paute em apenas uma forma de ação ou um tipo de serviço está fadada ao fracasso. Ou seja, não pode ser só ambulatorial, nem somente clínicas de internação ou apenas espaços de internação prolongada.
Por isso o Ministério da Saúde propôs uma parceria à sociedade com Estados e municípios para uma nova rede de serviços. Num mesmo território serão ofertados unidades básicas/Programas de Saúde da Família, consultórios volantes para abordagem e cuidado das pessoas em situação de rua, enfermarias especializadas em pacientes dependentes de álcool e drogas, unidades de acolhimento para pessoas que necessitem de internação prolongada, parcerias com entidades do terceiro setor e com comunidades terapêuticas. Além disso, vai capacitar os serviços de urgência e emergência como portas de entrada possíveis. E também ampliar para 24 horas o funcionamento dos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas.
O tema é polêmico, mas não nos devemos paralisar diante de dúvidas. Toda iniciativa que se paute pelo respeito aos direitos individuais e pela proteção à vida deve ser defendida, até mesmo com o recurso à internação involuntária, na forma da lei. Mas nem ela – muito menos o uso da força – pode ser o centro da estruturação dos serviços de saúde e da estratégia de saúde. Nesse sentido, saudamos o recente protocolo organizado pelo Conselho Federal de Medicina, que apresenta uma abordagem contemporânea e equilibrada do tema.
A qualificação profissional e o uso de tratamentos bem estruturados são fundamentais, mas uma abordagem multissetorial será decisiva para o sucesso desta empreitada. Nós, profissionais de saúde, precisamos estar cada vez mais preparados para proporcionar os cuidados necessários, porém sabemos que é imprescindível o envolvimento da sociedade e de outras políticas públicas – como educação, qualificação profissional, moradia, esportes e convívio comunitário – para produzir resultados duradouros.
Essa não é uma tarefa nova. Ao longo dos seus 22 anos, o SUS enfrentou vários desafios que também exigiram abordagem multissetorial. E mostrou-se capaz de enfrentá-los quando uniu a capacidade de quem sofre e agregou quem estava disposto a se mobilizar.
Este é o desafio: criar uma grande frente de saúde pública, comprometida com o tratamento, a recuperação e a reinserção dos milhares de crianças, jovens e adultos machucados pelo crack e outras drogas. Estamos prontos para pôr o dedo nessa ferida e começar a cicatrizá-la. Dessa forma estaremos cumprindo nossa missão.
RESPECTIVAMENTE, MINISTRO DA SAÚDE E COORDENADOR DE SAÚDE MENTAL DO MINISTÉRIO DA SAÚDE
31
Mai24
Abr